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Quo Vadis Europa – O Perigo Espreita a Leste

Europa.

Não foi com admiração que os Europeus ouviram Trump afirmar, a menos que andassem um pouco distraídos, que se quisessem ter uma defesa investissem nela. Ou seja, que a Europa, a partir desse momento, não deveria contar com as FFAA dos Estados Unidos para lhes resolver os problemas.

Já ao tempo da tomada de posse, Trump tinha feito um sério aviso, ao pôr em causa a serventia da própria NATO, o que para bom entendedor… Depois, é certo, emendou a mão para não desgostar “os tios e os avós” do outro lado do Atlântico… Mas o viés do discurso permaneceu.

A Europa, na sua generalidade, ao ter entrado na confabulação do ser um desperdício investir na vertente militar da Defesa, tão apregoado por certas “mentes iluminadas”, as quais defendiam, em contrapartida, o pentagórico “slogan” – paz, pão, saúde, educação e habitação –, conduziu a que esta Velha e Respeitával Rica Senhora permanecesse sentada no cadeirão, com grande dificuldade em levantar-se. Longe de se discutir a importância destes aspectos, na governação de qualquer nação, não deixa de ser menos verdade que este forçado repouso teve consequências!

Há cerca de quatro anos a Rússia invadiu a Ucrânia, mostrando esta, “ad urbi et orbi”, que o seu período de desconchavo letárgico de, aproximadamente, 25 anos – desde a queda do muro de Berlim, a 9 de Novembro de 1989, até 24 de Fevereiro de 2014, data em que as forças especiais da Rússia invadem a península da Crimeia – tinha passado. Ou seja, a partir daquele momento, a “orbe” tinha obrigatoriamente que voltar a contar em pleno com ela, com a Mãe Rússia.

Pode perguntar-se do porquê da Crimeia[1], ou seja, o que é que ela representa para a Rússia?

Historicamente, esta península, que em superfície é ligeiramente inferior à da Bélgica, fora incorporada na Rússia no último quartel do século XVIII, no tempo da imperatriz Catarina a Grande, após a derrota dos tártaros, os quais, por essa altura, andavam a assolar as fronteiras meridionais do império.

Colocada no centro norte do Mar Negro, através do porto de Sebastopol, fundado pelo príncipe Gregoriy Potemkim, a Crimeia sempre representou um ponto nevrálgico para a Rússia, sobretudo do ponto de vista militar – contém a base da Esquadra russa do Mar Negro, actualmente com mais de 60 navios de combate; possui três aeródromos militares principais, sendo um deles parcialmente destinado a base de drones; e tem igualmente bases de blindados do exército.

Partindo da Crimeia, a Esquadra Russa tem acesso ao Mediterrâneo (caso a Turquia não levante problemas no Mar de Marma e nos Dardanelos) e, daí, ao Atlântico Central, por um lado, por outro, através do Suez, ao Mar Vermelho e ao Índico. Conjuntamente com a Esquadra do Báltico e a do Pacífico, a Rússia pode experienciar vários tipos de pinças ou tenazes… em diferentes zonas do Globo.

Não pretendendo entrar em considerações de estratégia, contudo, perante o atrás mencionado, fácil se torna entender o interesse, nunca adormecido, em manter a Crimeia debaixo do chapéu russo. Pergunta-se, no entanto, qual o porquê da invasão nesta altura, quando reconhecera esta Península como fazendo parte da Ucrânia e, inclusive, se comprometera a defendê-la[2].

A crise que desembocou em 2014, com esta invasão/anexação, teve como pretexto, embora não expresso, a destituição do governo do presidente Viktor Yanukovych pelos próprios ucranianos, dado este se ter recusado a assinar um acordo de associação com a União Europeia[3]. Ou seja, a Rússia temia que a Ucrânia se voltasse definitivamente para a Europa Ocidental, o que lhe poderia acelerar um futuro emparceiramento na NATO[4].

No entanto, o que aparentou ser um processo reactivo, é o resultado de uma longa fermentação que ascende a 1994, quando o presidente eleito da Crimeia, que era igualmente pró-russo – Yuri Meshkov[5] –, é destituído por Leonid Kravchuc, devido à organização de um referendo acerca do estatuto da região[6].

Ora assim sendo, porque é que a Rússia, nessa altura, não interveio? Terá considerado o facto de ser um assunto que dizia somente respeito à Ucrânia?

A resposta é evidente. Nesse tempo, a Rússia, do ponto de vista militar, vivia dias de grande confusão, de grande azáfama negocial, com a distribuição/repartição de efectivos e material pelos diferentes países independentes que, outrora, incorporaram a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – a URSS. Nesse tempo, encontrava-se como que, militarmente, descapitalizada. Não possuía os “argumentos” com que estava habituada a ditar a sua lei – daí a sua aparente inacção.

Com a destituição e fuga de Yanukovych, a Rússia espreitou então a oportunidade que ansiava para os seus propósitos, uma vez que temia a retratação do acordo bilateral que assinara, em Abril de 2010, acerca da sua continuidade na Crimeia[7], sabido que era desejo generalizado dos ucranianos virem a intregrar-se na U. E.

Diga-se, em abono de Yanukovych, que este se encontrava de pés e mãos atados, para poder voltar-se, sem mais nem menos, para a União Europeia, com a Rússia a “soprar-lhe ao pescoço”.

E, à boa maneira soviética, 2 meses depois, em Abril, a coberto do acostumado refrão – a pedido do povo “oprimido” das províncias, ou “oblasts” de Donetsk e Lugansk, na zona de Donbass, a leste da Ucrânia –, o exército russo interveio a favor dos insurgentes pró-russos que se queriam libertar do restante país[8]. Antes desta data, o próprio parlamento russo já tinha autorizado Putin a usar da força militar na Ucrânia.

Como faz parte das regras, e tal como foi noticiado, a acção foi inicialmente desmentida pelo Kremlin, o mesmo que acabaria, mais tarde, por alegar que a sua envolvência se deveu, estritamente, para proteger os cidadãos de etnia russa contra os “desmandos” das autoridades ucranianas. Segundo testemunhas, a sua envolvência não se fez somente com meios humanos, porquanto houve igualmente a participação de carros de combate (tanques)[9].

 Enfim, a Rússia mantinha os seus tiques. Nada tinha mudado na sua metodologia diplomática, ou não viesse Putin da afamada universidade KGBiana.

Esta aspiração de secessão, da parte leste e sul da Ucrânia, vem à tona de água aquando da implosão da URSS. Como é do conhecimento e timbre do imperialismo soviético, sobretudo na era do ditador – José Estaline[10] –, toda a Ucrânia fora arrasada, do ponto de vista linguístico-sócio-económico-cultural, já para não falar de outros aspectos[11].

Se a russificação das províncias ucranianas, mais a leste, é um facto indesmentível, a ponto de as mesmas reclamarem, ou a integração na Rússia, ou, inclusivamente, a sua independência, não deixa de ser interessante verificar-se uma tendência de aproximação ocidental por parte do eleitorado mais jóvem…

A 5 de setembro, em Minsk, são iniciadas negociações para o estabelecimento de um cessar-fogo no leste do país, entre o governo ucraniano e os representantes dos rebeldes pró-russos. E, como já vai sendo hábito, em todo o protocolo político que se preze, o mesmo seria pouco depois desrespeitado por ambos os lados. Deste interim, veio a salvar-se a troca de prisioneiros, a amnistia para os beligerantes, de parte-a-parte, e a tentativa/ensaio para o início da tão aclamada autonomia das regiões de Donetsk e Lugansk.

 A criação de uma zona desmilitarizada entre os campos em contenda, marcada pela retirada das peças de artilharia[12], não é mais do que um reconhecimento tácito da secessão das duas regiões proto-autónomas, relativamente à restante Ucrânia… uma escritura na terra, ainda que não assumida na sua totalidade, mas, sem dúvida nenhuma, existente.

Se é verdade que houve uma diminuição da intensidade dos combates, em 2015, havendo até cessação dos mesmos em algumas regiões, logo no ano seguinte veio a registar-se um incremento dos conflitos, apesar de novas tentativas de negociação.

Como cotejo paralelo da guerra surgiu uma grave crise humanitária, diminuída através da ajuda internacional, mas não eliminada, dados os constrangimentos económicos e a delapidação de infraestruturas que ainda hoje se verificam. Em suma, a Ucrânia vive dividida entre a Rússia e a União Europeia, como defendem alguns estudiosos da ciência política.

Mais recentemente, em Setembro último, surgiram, “inocentemente rotulados” de carácter puramente defensivo[13], uns exercícios conjuntos da Rússia com a Bielorrússia, como etapa final da preparação das forças armadas de ambos os países.

Como se não bastassem estas manifestações de poder do Leste, a Europa vive horas de pouco sossego com as derivas nacionais-populistas. Primeiramente, foi a Hungria de Viktor Orbán, a que se seguiu a Polónia, com um processo reconhecidamente pouco democrático, pelo facto do seu governo ter inviabilizado a independência do poder judicial perante o poder político[14] – independência esta, considerada por Kaczynski e pelo partido Lei e Justiça, como um contrapoder à “revolução conservadora”.

Mais recentemente, veio juntar-se ao clube, a Áustria. Contudo, este mesmo clube poderá vir a ser alargado, não só, a outros países do centro da Europa, como igualmente aos que possuem partidos de extrema-direita, com larga expressão de votos, e que tendo falhado, por pouca margem, as últimas eleições, para poderem constituir governo, por si ou em coalizão, estarão à espera por próximas oportunidades.

Grande parte deste ecossistema político, que está a pôr em causa os fundamentos alicerçantes da União Europeia, tem por subjacência o fracasso da sua própria política de imigração, provocada pelas crises estabelecidas na Eurásia e África, devidas aos múltiplos conflitos, devidamente alimentados pelos “rottweilers” da indústria de armamento e por aqueles que querem dominar, a-todo-o-custo, as fontes energéticas – (muito) poluentes, mas ainda necessárias e, por isso mesmo, bastante rentáveis – dos hidrocarbonetos.

Aqui chegados, talvez pudéssemos perguntar se as más notícias já teriam acabado. Mas não!

Outro problema é com a Turquia. Diga-se, em abono da verdade, que a Comunidade Europeia teve pouco jeito para se entender com ela, para lhe explicar bem os passos que tinha que dar e ajudá-la a dá-los, no sentido de uma maior vivência democrática. A Europa preferiu ignorá-la, continuando a jogar ao gato e ao rato, e a olhá-la como uma antiga marquesa via o mordomo da casa (isto para não descer mais abaixo na escala social). E o resultado está aí.

Anteriormente um Estado laico, de islamismo moderado, verifica-se hoje, neste país, uma tendência de afirmação islâmica.

A Europa não a pode ignorar, muito menos desde o auto-golpe de Estado, arquitectado pelo próprio presidente – Recep Tayyip Erdoğan –, para, justificadamente, proceder à limpeza da “casa” à sua maneira, como manda o manual de qualquer ditador e para mostrar, sobretudo à Europa, que não precisa dela, nem a teme.

Neste momento, Erdoğan dedica-se à destruição da zona curda do sudeste da Turquia e do nordeste da Síria, abrindo uma nova frente de conflito neste último e debilitado país, com a justificação dos grupos curdos, aí existentes, serem apoiantes do PKK.

Sendo os curdos sírios aliados dos E.U.A., esta acção servirá para esfriar ainda mais as debilitadas relações entre os dois Estados. E o busílis da questão está no facto de a Turquia ser igualmente um membro da NATO[15]

Neste aspecto, a Europa, melhor dizendo, a União Europeia, poderá ter uma posição importante, no concertar de posições, ao assumir-se como mediadora. É que, nesta altura, não pode haver dissensões nem sonos pesados, para não se ser surpreendido. Contudo, falta-lhe o malhete de um exército europeu para melhor impor respeito às partes. E urge que tal se faça, tendo por motores a França, a Alemanha e a Itália, excluindo, neste momento, a Turquia, mas contando, com toda a certeza, com o Reino Unido.

A União Europeia reconhece esta fragilidade e sabe que tem que actuar depressa. Mas também sabe que tem que contar sobretudo consigo, com os seus meios.

Em suma – tem que acreditar nas suas capacidades. Que não pode continuar a perder-se em vãs discussões. Que é chegada a hora da defesa, sem tibiezas, dos valores e das praxis democráticas, sob pena de passar a ver navios do alto do monte, mais a mais, com os Estados Unidos numa nova crise umbilicalista, muito ao gosto do americano do interior e do actual inquilino da Casa Branca.

Para ser, de facto, respeitada não pode voltar a deixar que aconteçam  episódios como os da Ucrânia, nem deixar que a Turquia volte a ameaçar com represálias, por acobertar os dissidentes fugidos, após a instalação da ditadura.

Diplomacia, sem dúvida. De olhos nos olhos e não de olhos no tapete.

O certo é que nesta União ainda há muito por fazer – desde o arrumar da própria casa até ao voltar a ser jovem de voz modulada mas forte, bem compreendida e respeitada. Assim os Europeus acreditem no seu destino comum.

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Imagem:

Europa.

(Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1b/Europe_satellite_orthographic.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

De 1921 a 45, a Crimeia constituiu uma República Socialista Autónoma, tendo a sua autonomia sido abolida por Stalin. Em 54, no tempo de Khrushchev, a província/”oblast” da Crimeia é transferida para a República Socialista Soviética da Ucrânia. Khrushchev tinha sido governador da Ucrânia no tempo de Estaline. Em 91 – o último ano da URSS – é restabelecida a autonomia pré-45, mas dentro da Ucrânia (KRISHNADEV CALAMUR. “Crimea: A Gift to Ukraine Becomes a Political Flash Point”. NPR, 27 de fevereiro de 2014; JOSHUA KEATING. “Kruschev’s Gift”. Slate, 25 de fevereiro de 2014).

[2] Ver:

Memorando assinado em Budapeste em 1994, apadrinhado pelos EUA, R.U. e França.

 [3] Ver:

Em virtude desta deposição, uma população armada, sobretudo pró-russa, toma uma série de edifícios estratégicos na Crimeia, incluindo o parlamento e dois aeroportos.

[4] Ver:

Perante estas ocorrências, o primeiro ministro, Arseniy Yatsenyuk, apressou-se a declarar, a fim de sossegar o vizinho russo, que a Ucrânia não estava a pensar em aderir à NATO, mas somente, à semelhança de outros países, antigos satélites da URSS, interessada num Plano de Acção de Adesão Individual, ou seja, numa base de aprofundamento de relações com a Aliança Atlântica.

[5] Ver:

“Separatist Winning Crimea Presidency”. The New York Times. 31 de janeiro de 1994.

[6] Ver:

Kravchuc, como presidente da Ucrânia, revoga a Constituição da Crimeia e abole igualmente o cargo de presidente, em 1995. Outro ponto de desentendimento ucraniano-russo, terá a ver com a negociação acerca das bases russas e respectivo “recheio militar” na Crimeia.

 [7] Ver:

O Pacto de Kharkiv – trata-se de um acordo bilateral, estabelecido entre Yanukovych com o então presidente Medvedev da Rússia, em que os russos são autorizados a permanecerem, até 2042, na base naval de Sevastopol, a par de outras instalações militares, em troca de 40 bilhões de dólares, que representam uma redução de 30% no preço do gás exportado pela Rússia, durante 10 anos (segundo o relatado nos media).

[8] Ver:

Na Crimeia a população encontra-se distribuída, aproximadamente, da seguinte forma: 24% de ucranianos, 58% de russos étnicos, e 12% de tártaros (da Crimeia). Muitos tártaros não foram autorizados a regressar à sua terra.

Nos “Oblasts” de Donetsk e Lugansk – 57% da população é de origem ucraniana, 38% são russos, e os 5% restantes são de várias origens. Apesar destes números, mais de 72% da população afirmou que o russo era a sua língua nativa. MARK MAcKINNON. “Globe in Ukraine: Russian-Backed Fighters Restrict Access to Crimean City”. The Globe and Mail, 26 de fevereiro de 2014 [atualizado em 25 de março de 2017].

[9] Ver:

A NATO chegou a confirmar a existência de mais de 1000 militares russos no terreno. Segundo o que foi publicitado ao tempo, o próprio Departamento de Estado norte-americano afirmou que o governo russo forneceu apoio em pessoal e na vertente logístico-financeira, aos rebeldes separatistas.

[10] Ver:

É bom que se diga, que as ditaduras mais nefandas não apareceram somente à direita (falando em termos do espectro político). Estaline, Mao e Pol Pot são bons exemplos que competem com Hitler, Pinochet e Franco.

[11] Ver:

A região leste da Ucrânia é bastante importante dado possuir minas de carvão. Outro foco de importância advém do facto de ser através dela que passam os principais gasodutos vindos da Rússia a caminho da Europa.

[12] Ver:

Observadores da OSCE relataram a continuidade de movimentos de tropas e veículos blindados nas regiões controladas pelos rebeldes, pouco tempo após a assinatura do protocolo. Claro que estas movimentações foram negadas pelo governo russo. A própria ONU, através dos seus observadores, referiu uma forte presença militar russa no leste da Ucrânia, não só nos combates, ao lado dos separatistas, como também no fornecimento de armamento pesado e artilharia.

[13] Ver:

Defensivo ou de chamada de atenção para os países da antiga orla soviética não cometerem veleidades. Estará à vista à reconstrução do antigo Pacto de Varsóvia? Neste exercício participaram 12.700 homens 70 aeronaves (aviões e helicópteros), 250 carros de combate, 200 peças de artilharia, lançadores múltiplos de foguetes e 10 navios de guerra (Sputnik, 14.09.2017).

[14] Ver:

Não tendo podido contar com uma maioria parlamentar, para efectuar uma revisão constitucional, Jaroslaw Kaczynski impôs, inconstitucionalmente, uma reforma da Justiça. Esta posição, contraditória ao Estado de direito, levou a Comissão Europeia a recorrer ao Artigo 7 do Tratado de Lisboa, que lhe permite suspender o direito de voto da Polónia, se esta não voltar atrás nos seus propósitos.

[15] Ver:

A Turquia tem o 2.º maior exército dos países da NATO, com 315000 operacionais; sendo o 3.º em poder aéreo, atrás dos EUA e do R.U., estando actualmente em 8.º no “ranking” do Global Fire Power, comandado pelos EUA, Rússia e pela China. O 4.º lugar é preenchido pela Índia, seguido pela França, R.U., Japão, Turquia e Alemanha. A Itália é o 11.ª, o Brasil 17.º – a 2.ª maior potência de todo o continente americano –, a Espanha 27.º, a Ucrânia 30.º; a “neutral” Suíça ocupa o 37.º e Portugal o 62.º.

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