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Testes Nucleares e o Relógio do Fim do Mundo

Após o mais recente teste com uma bomba de hidrogênio, realizado pela Coreia do Norte e comunicado pelo Governo daquele país no domingo, 3 de setembro, o mundo volta a ficar apreensivo. Segundo informações da Agência Reuters, já são 11 os testes realizados pelo país, prática condenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), destacando que a atitude prejudica as tentativas internacionais para acabar com esse tipo de ameaça.

Relógio do Fim do Mundo, indicador das ameaças globais que atingem o planeta.

Considerando estes testes, o Relógio do Fim do Mundo está a apenas dois minutos e 30 segundos da catástrofe mundial. A medição foi criada em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, grupo de pesquisadores que se preocupa com os perigos das armas nucleares. Naquele momento, estávamos há dez minutos do fim do mundo e a pior situação foi registrada em 1953, depois de testes termonucleares realizados pelos Estados Unidos e a antiga União Soviética.

Atualmente, o relógio é adiantado com a participação de 15 cientistas de destaque em âmbito internacional, levando em consideração outros fatores para além das armas nucleares. A representação é feita por meio de um relógio que se aproxima da meia-noite, que representa “o fim do mundo”. Este é adiantado considerando os avanços tecnológicos e de pesquisa, as políticas internacionais e o engajamento do público.

Neste ano, os fatores que afetam a segurança do globo incluem a falta de incentivo nas políticas de desarmamento; o aquecimento global, que tem se intensificado, e a inteligência artificial, indicando que o descontrole destas máquinas representaria um risco para a segurança internacional.

A eleição de Donald Trump também fez adiantar o relógio no início de 2017, tendo em vista as dificuldades e as barreiras de negociação que ele estabelece com as demais nações do mundo. Além disso, houve falta de clareza na definição do seu Departamento Energético e da Agência de Proteção Ambiental, considerados estratégicos para a manutenção do bem-estar global.

 É possível considerar, portanto, que a humanidade se encontra em uma situação de vulnerabilidade quando ocorrem testes nucleares, em qualquer nação do globo. É importante relembrar que o meio ambiente é uma questão internacional e que os danos causados pela interferência humana não respeitam os limites das fronteiras dos países, interferindo no bem-estar de todas as nações.

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Imagem:

Relógio do Fim do Mundo, indicador das ameaças globais que atingem o planeta.

(Fonte):

http://a.abcnews.com/images/International/gty-doomsday-er-170126_16x9_992.jpg