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O Contributo de António Braz Teixeira na Revista NOVA ÁGUIA (II)

Mas centremo-nos então no nosso definido universo textual, verificando em que medida António Braz Teixeira tem estabelecido pontes: entre Portugal e o Brasil, desde logo, mas também com outros lugares do amplo e plural espaço lusófono; entre a Filosofia e outras áreas da ampla e plural cultura de língua portuguesa. O primeiro desses ensaios intitula-se “Breve Nota Sobre Agostinho da Silva e a ‘Escola de São Paulo’” e foi publicado a abrir o número dedicado a Agostinho da Silva, por ocasião dos 15 anos da sua morte (NOVA ÁGUIA n.º 3, 1.º semestre de 2009). O ensaio não é muito extenso mas é muito mais do que uma “Breve Nota”, sobretudo porque, sem escamotear as suas origens, que passaram também pela inicial Faculdade de Letras do Porto – verdadeiro berço de ouro de toda a posterior Filosofia Portuguesa –, integra Agostinho da Silva na realidade filosófica brasileira da sua época, em particular, na “Escola de São Paulo”, conceito que, como é sabido, foi por António Braz Teixeira consagrado, a ponto de ter sido o título de um dos seus mais recentes livros (MIL/ DG Edições, 2016).

António Braz Teixeira.

Esse interesse particular pela ponte luso-brasileira é igualmente evidente noutros ensaios – a título de exemplo: “Miguel Reale, Historiador das Ideias” (NOVA ÁGUIA n.º 6, 2.º semestre de 2010); “Nos Duzentos Anos de Domingos Gonçalves de Magalhães” (NOVA ÁGUIA n.º 8, 2.º semestre de 2011); “Na Morte de Milton Vargas” (NOVA ÁGUIA n.º 10, 2.º semestre de 2012); “A Filosofia do ‘Senso Comum’ de Heraldo Barbuy (1913-1979)” (NOVA ÁGUIA n.º 12, 2.º semestre de 2013); “A Ética Neo-Tomista na Filosofia Luso-Brasileira Contemporânea” (NOVA ÁGUIA n.º 17, 1.º semestre de 2016); “O Teatro de Ariano Suassuna” (NOVA ÁGUIA n.º 18, 2.º semestre de 2016). Noutros ensaios, tem ampliado ainda mais a extensão dessas pontes filosófico-culturais – falamos, em particular, dos ensaios “A Saudade na Poesia da ‘Claridade’” (NOVA ÁGUIA n.º 19, 1.º semestre de 2012); “Breve Nota Sobre a Poesia de Rui de Noronha” (NOVA ÁGUIA n.º 14, 2.º semestre de 2014); “A Saudade na Poesia de Rui Knopfli” (NOVA ÁGUIA n.º 16, 2.º semestre de 2015).

Tudo isto sem nunca perder de vista a sua matriz – António Braz Teixeira é, como se sabe, alguém que se insere na linhagem mais nobre da Filosofia Portuguesa –, que ressurge, de forma mais ou menos directa, nos seguintes ensaios: “Breve Nota Sobre a Saudade no Livro do Desassossego” (NOVA ÁGUIA n.º 7, 1.º semestre de 2011); “Álvaro Ribeiro: Filósofo Criacionista” (NOVA ÁGUIA n.º 8, 2.º semestre de 2011); “O Diálogo Crítico de Leonardo Coimbra com Bruno, Junqueiro e Pascoaes” (NOVA ÁGUIA n.º 11, 1.º semestre de 2013); “O Liberalismo de Orlando Vitorino: Nos 10 Anos da sua Morte” (NOVA ÁGUIA n.º 12, 2.º semestre de 2013); “A Ética Dialéctica de António José de Brito” (NOVA ÁGUIA n.º 13, 1.º semestre de 2014); “’O Penitente’, Uma Biografia Metafísica de Camilo” (NOVA ÁGUIA n.º 15, 1.º semestre de 2015); “A Reflexão Estética de Vergílio Ferreira” (NOVA ÁGUIA n.º 19, 1.º semestre de 2017); “Em Torno do Teatro de Raul Brandão” e “Francisco Manuel de Melo, Moralista” (NOVA ÁGUIA n.º 20, 2.º semestre de 2017). Sem esquecer ainda o seu lucidíssimo ensaio, este mais político, “O Estado da República” (NOVA ÁGUIA n.º 6, 2.º semestre de 2010), resta-nos concluir, dizendo apenas: “Por tudo isto, Gratos, Professor Braz Teixeira!”.

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Imagem:

Dr. António Braz Teixeira.

(Fonte):

Arquivo NOVA ÁGUIA.

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