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O Ataque Israelense a Uma Base Militar Iraniana na Síria

Na última sexta-feira, 1 de dezembro, à noite, horário local, ocorreu um suposto ataque de Israel a uma base militar iraniana na Síria. O alvo estava localizado nas proximidades da cidade de al-Kiswa, a 13 Km ao Sul de Damasco. Segundo informações, a ofensiva israelense consistiu no lançamento de cinco mísseis ar-superfície, a partir do espaço aéreo do Líbano. Na ocasião, a agência de notícias síria, a estatal SANA afirmou que três, dos cinco mísseis disparados, foram interceptados e destruídos pelas Forças de Defesa da Síria.

Mapa da Base Militar Iraniana próxima à cidade de al-Kiswa.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que faz oposição ao regime sírio, baseado em Londres, confirmou terem ocorrido explosões nos arredores de Damasco e que, em algumas partes da cidade, a eletricidade foi cortada. Até o momento, não foi feito nenhum pronunciamento oficial por parte de Israel, da Síria ou do Irã. Porém, o jornal The Times of Israel, a partir de notícias veiculadas na mídia árabe, a al-Mustaqbal TV, do Líbano, e a al-Arabiya, da Arábia Saudita, divulgou no domingo, 3 de dezembro, que 12 militares iranianos foram mortos durante a presumida investida israelense. Há pouco tempo a BBC divulgou imagens de satélite, nas quais revela a construção de uma base militar permanente iraniana próxima a al-Kiswa. Conforme fonte de Inteligência ocidental, esta base está localizada a cerca de 50 Km ao Norte dos Montes Golã. A drástica redução da proximidade do Irã com a fronteira de Israel é considerada uma ameaça séria para o país. Neste contexto, o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, em vídeo publicado sábado, 2 de dezembro, advertiu que o seu país não irá tolerar a presença militar iraniana na Síria. Netanyahu fez a seguinte declaração: “Deixe-me reiterar a política de Israel: não permitiremos que um regime se incline para  a aniquilação do Estado judaico, adquirindo armas nucleares. Não permitiremos que esse regime se entrincheire militarmente na Síria, como pretende fazer, com o propósito expresso de erradicar o nosso Estado”.

Não é desconhecido o fato de que Teerã pretende estabelecer domínio no Oriente Médio e, estrategicamente, abrir um corredor terrestre para conectar o Irã, o Iraque, a Síria e o Hezbollah. Para cumprir com tais propósitos, neste momento, as análises apontam que não é desejável para os iranianos precipitarem uma escalada militar. Talvez este seja o motivo do silêncio iraniano para não comprometer os seus interesses, mas isto não significa o esquecimento do ocorrido. Hoje, eles têm praticamente mãos livres para agir a partir da Síria, que se tornou o país ideal para colocar em marcha os objetivos dos dirigentes do regime teocrático iraniano, que nunca negaram o desejo de aniquilar Israel. Após quase sete anos de guerra, a Síria está destroçada e o regime de Bashar al-Assad é somente um espectro do que foi no passado. Devedor de favores à Rússia e ao Irã, o regime perdeu a autonomia e o seu esqueleto está a serviço de seus aliados como, por exemplo, o Irã. Se antes, o país dos aiatolás estava a milhas de distância de Israel pode-se dizer que hoje já está praticamente na fronteira. Atualmente, acredita-se que novas regras estão sendo estabelecidas na Síria e Israel tem tentado advertir as potências mundiais, seja por via diplomática ou através da mídia, sobre o panorama que está se formando na Síria, mas tem sido ignorado. Enquanto isto, surge mais um foco de tensão na região que, na verdade, só depende de uma ação ou de um incidente de maior intensidade para despoletar um novo conflito no Oriente Médio, o qual poderá ser protagonizado por Israel e pelo Irã.

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Imagem:

Mapa da Base Militar Iraniana próxima à cidade de al-Kiswa.

(Fonte):

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