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Nosso Consumismo Prejudica os Oceanos

A Campanha Mares Limpos é realizada pela ONU Meio Ambiente, foi lançada no Brasil em junho e tem como objetivo promover ações para reduzir a quantidade de lixo nos oceanos. As atividades serão realizadas nos próximos cinco anos, e envolverão parcerias com governos, sociedade civil organizada e setor privado. Tendo em vista o cenário alarmante em que se encontram os oceanos, que recebem oito milhões de toneladas de plástico por ano, é interessante refletir sobre o impacto causado pelo consumo na natureza, e que também prejudica a sobrevivência do ser humano. Para tanto, é preciso pensar na postura individual, pois o consumo traz efeitos econômicos, sociais, culturais e naturais, que podem ser positivos ou negativos.

Oito milhões de toneladas de lixo são lançados no mar todos os anos.

Sendo assim, é necessário criar uma consciência de que as escolhas individuais impactam na coletividade, pois as pessoas também estão integradas ao ambiente natural. Na medida em que o consumo aumenta, há maior demanda dos recursos ambientais e, no ritmo em que a humanidade consome, precisaremos de dois Planetas Terra para suprir as demandas, segundo informações do Ministério do Meio Ambiente.

Uma alternativa, portanto, é o consumo consciente, ou seja, a ação de consumo que pressupõe uma reflexão inicial sobre a efetiva necessidade de aquisição de determinados produtos, compreendendo que há um impacto individual sobre o coletivo. Então, cada cidadão precisa estar ciente de que suas escolhas interferem na vida de outros indivíduos, e que os seres humanos também são parte da natureza. Ademais, os danos ambientais não respeitam limites de fronteiras de países, se tornando, assim, um problema em nível internacional.

O consumidor consciente também exerce seu papel ao exigir que suas dimensões sociais, ecológicas e culturais sejam consideradas pelos setores comercial e produtivo, para que levem em conta o que os consumidores desejam, e criem alternativas para reduzir embalagens, por exemplo. Ao adotar esta postura, o indivíduo não tem um papel passivo diante da sua realidade, ao contrário, pode encontrar meios para mudá-la a partir da participação efetiva.

Ao abordar a questão dos mares, não há como desconsiderar relações de consumo e mesmo o consumismo. Ao consumir excessivamente, as pessoas demandam de mais natureza para suprir suas necessidades, e o lixo acaba se acumulando no ambiente natural, nos oceanos, prejudicando a manutenção da vida marinha. O lixo nos mares tem se mostrado um problema que atinge o planeta de uma forma negativa, e há uma relação clara entre o excesso de consumo humano e o descarte dos itens que não são mais necessários.

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Imagem:

Oito milhões de toneladas de lixo são lançados no mar todos os anos.

(Fonte):

https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwilp5jLvbvVAhVEgpAKHYN9CkIQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Findex.php%2Fcomunicacao%2Fagencia-informma%3Fview%3Dblog%26id%3D2187&psig=AFQjCNGn_hYpn6LbKyEHEvkkdbsGw2wreA&ust=1501863993568609