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Equidade de Gênero e Desenvolvimento Sustentável

Ao pensar sobre as questões relativas ao meio ambiente, é preciso destacar o artigo 11 da Carta da Terra, que trata sobre a igualdade de gênero como pré-requisito para o desenvolvimento sustentável, frisando também sobre a importância do acesso universal à saúde e a educação. É necessário reforçar a noção de equidade, ou seja, levar em consideração que as pessoas são diferentes entre si, por questões de gênero e orientação sexual, credo, raça, geracional, entre outras. No entanto, todos devem ter acesso aos direitos previstos na legislação, tendo suas especificidades respeitadas, garantindo, assim, a justiça social.

Em muitos países, as mulheres não têm acesso às suas propriedades e seus bens.

A partir daí, é possível observar, por exemplo, alguns dados relevantes que sublinham as diferenças de gênero de maneira negativa. Segundo informações da Organização das Nações Unidas, de 2012, as mulheres representam 70% das pessoas que vivem em condições de pobreza ao redor do mundo. As condições de pobreza não podem ser vistas meramente como econômicas. Há fatores sociais e culturais que contribuem para que as pessoas não tenham acesso aos direitos, como a má distribuição da renda, as dificuldades de acesso a alimentos e aos serviços básicos de saúde, que impedem essa população de ter acesso ao mundo do trabalho, por exemplo.

Outro dado interessante é que, em muitos países, as mulheres não têm acesso às suas propriedades e seus bens. Uma pesquisa da Aliança Global de Gênero e Clima aponta que na América do Sul e Central cerca de 25% da terra é de propriedade feminina, na Ásia o número cai para 13% e na África 15%. Ou seja, em muitas regiões, essas mulheres não possuem terras, pois o costume é que o homem seja o dono, fazendo com que elas se tornem mais dependentes dos maridos, e mesmo da família.

A Carta da Terra, que teve sua primeira versão em 1997 e foi ratificada em 2000, já apontava a necessidade da redução das desigualdades de gênero para que se construa uma sociedade mais aberta ao diálogo e que seja sustentável. Segundo esse documento, o empoderamento econômico das mulheres é fundamental para que a sua participação seja mais efetiva em outras áreas da vida social, como na política e na economia, fazendo com que elas também se tornem líderes e multiplicadoras destes ideais.

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Em muitos países, as mulheres não têm acesso às suas propriedades e seus bens.

(Fonte):

https://www.flickr.com/photos/mmeioambiente/32596858420/in/album-72157676996801563/