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Israel Decide Financiar a Expatriação de Imigrantes Ilegais

Não é novidade que o mundo se encontra em ebulição por conta de conflitos, perseguições políticas e religiosas e repressão. Neste contexto, em busca de sobrevivência cada vez mais pessoas são deslocadas, de modo forçado, da pátria de origem e enfrentam resistência no que diz respeito ao acolhimento nos países estrangeiros a que conseguem chegar.

Imigrantes africanos em conflito com soldados israelenses depois de deixarem a detenção em Holot (2017).

Em Israel, vivem atualmente cerca de 38 mil imigrantes ilegais concentrados, sobretudo, nos bairros mais pobres de Tel Aviv, sendo que mais de mil se encontram detidos. A maioria deles são africanos oriundos do Sudão e da Eritreia, países que, para além de questões econômicas que afetam a maioria da população, também são vítimas de conflitos e de regimes ditatoriais, o que acaba por gerar refugiados. A Eritreia, por exemplo, é considerada a “Coreia do Norte africana” e esta situação tem favorecido a fuga dos cidadãos eritreus em busca de sobrevivência. No entanto, Israel não considera essas pessoas refugiadas, mas imigrantes econômicos. O Governo israelense considera a presença desses imigrantes em seu território um problema que “ameaça o tecido social e o caráter judeu”. Com a finalidade de resolver tal questão, o Governo traçou um plano que consiste no retorno aos países de origem de todos os indivíduos que se encontram de modo ilegal em Israel. Segundo informações, a cada imigrante ilegal, Israel pagará $ USD 3500, mais a passagem aérea até à terra natal. A partir de finais do mês de março, aquele que descumprir esta medida será preso.

O objetivo do Governo israelense é que no período de três meses, todos os imigrantes ilegais sejam repatriados. Porém, o plano tem provocado críticas por parte da Agência de Migrantes da ONU que o considera uma violação das leis israelenses e das leis internacionais. Na luta pela sobrevivência, estes refugiados superaram os riscos e cruzaram as fronteiras no deserto para chegarem a Israel, onde tinham como expectativa a construção de um novo lar. Contudo, na atualidade, seja em Israel ou em outras partes do planeta, a migração forçada não encontra acolhimento e representa uma ameaça à ordem vigente, local e internacional, colocando em dúvida o princípio de que a Terra é a morada de todos os seres humanos.

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Imagem:

Imigrantes africanos em conflito com soldados israelenses depois de deixarem a detenção em Holot (2017).

 (Fonte):

https://ogimg.infoglobo.com.br/in/13881229-5f9-d07/FT1086A/420/xMideast-Israel-African-Migrants.jpg.pagespeed.ic.M5P-ZY0IN5.jpg

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