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Balanço Lusófono de 2017

Não foi, uma vez mais, o melhor ano para a Lusofonia. Escasseiam as boas notícias e sobram as más. Na enviesada (mas não, infelizmente, falsa) visão de alguns, a Lusofonia por vezes até parece um jornal do crime, pois que só se referem os países lusófonos pelas piores razões: desrespeito pelos Direitos Humanos, atentados ao Estado de Direito, corrupção, etc.

MIL: Movimento Internacional Lusófono (logotipo).

Ainda assim, houve alguns sinais positivos, desde logo em Angola, com a eleição do seu novo Presidente, João Lourenço, que parece querer ir para além da política de sempre: “é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma”. No Brasil prossegue e apodrece um impasse que só poderá ter um princípio de resolução nas próximas Eleições Presidenciais, agendadas para 2018. Nos restantes países, com a sempre relativa excepção de Cabo Verde, nada de realmente novo no horizonte a assinalar.

Fatalmente (como poderia ser de outra forma?), a CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa parece contagiada por essa modorra. Mesmo as entidades da sociedade civil não se têm mexido muito, pelo menos tanto quanto deveriam. Não são estes, cabe reconhecê-lo, os tempos mais propícios para defender o desígnio estratégico da convergência entre os países e regiões do espaço lusófono, no plano cultural, desde logo, mas também nos planos social, económico e político.

Se este não foi o melhor ano para a Lusofonia, para o MIL: Movimento Internacional Lusófono foi decerto um dos anos mais marcantes de sempre, tais as metas atingidas. A nossa Revista, a NOVA ÁGUIA, lançada em 2008, chegou ao seu vigésimo número, uma proeza para uma revista que, semestre após semestre, tem conseguido estabelecer pontes entre as diversas culturas lusófonas. É verdade que, semestre após semestre, temos sempre a ilusão de que chegaremos a um maior número de leitores. Mas a NOVA ÁGUIA, pela sua natureza, nunca será uma revista de massas. O número de leitores fiéis da revista tem-se, apesar de tudo, consolidado e é a garantia maior do futuro da NOVA ÁGUIA.

2017 foi também o ano do V Congresso da Cidadania Lusófona e o do II Festival TABULA RASA, ambos os eventos organizados pelo MIL. Em ambos os eventos, o que mais importa salientar foi o ambiente de fraternidade lusófona que se viveu, com representantes de todos os países e regiões do espaço de língua portuguesa. Quem teve o privilégio de participar nestes dois eventos, sabe bem que o horizonte da Lusofonia não é, de todo, uma miragem. Por mais que haja ainda um longo caminho a percorrer. Estamos, todos, bem conscientes disso. Por isso, continuaremos, no próximo ano, a percorrer, a cumprir esse caminho.

Agenda MIL: 9 de Janeiro, recomeço do Curso do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, sobre Filosofia e Cultura luso-brasileira dos anos 40 (Palácio da Independência, sempre às terças, às 15h). A partir de 10 de Janeiro, sempre às quartas, às 17h, retomaremos igualmente o nosso Curso sobre Filosofia e Cultura Lusófona.

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Imagem:

MIL: Movimento Internacional Lusófono (logotipo).

(Fonte):

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