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As Mudanças Climáticas em Pauta

Mais uma vez, autoridades mundiais se reúnem para debater questões relacionadas ao clima e ao meio ambiente. Segue até o dia 17 de novembro a 23º Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 23), que acontece em Bonn, na Alemanha. A reunião tem como principal objetivo debater a implementação do Acordo de Paris e as Contribuições Nacionalmente Determinadas, segundo informações do site da ONU.

 

COP 23 – Conferência sobre as mudanças climáticas

O foco principal dos países é encontrar soluções para limitar o aumento da temperatura do Planeta. Nesta ocasião, a Conferência é presidida pelo Governo de Fiji e organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Em paralelo, há eventos para mobilização da sociedade civil organizada, membros de organizações privadas e pesquisadores.

Foi na II Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como Rio 92 ou Eco-92, sediada no Rio de Janeiro em 1992, que ficou prevista a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Esta entrou em vigor em 1994, reconhecendo que o sistema climático é compartilhado por todas as nações do Planeta e que a sua estabilidade é afetada por atividades humanas como a agricultura e o desmatamento.

É importante destacar que os problemas ambientais, tais como a poluição de rios e mares, poluição atmosférica e catástrofes não podem ser tratados ou analisados dentro das fronteiras nacionais, como defende Anthony Giddens[1]. Segundo o autor, os danos ambientais (e aí se inserem também as mudanças climáticas) precisam ser tratados em nível mundial, pois não estão restritos às fronteiras dos países de origem.

Para Giddens, os Governos devem estar atentos e fiscalizar indústrias que são poluentes, por exemplo. De acordo com o autor, os Governos precisam atuar na “restrição ou supervisão das opções de consumo ao alcance da população”, e não devem ter medo de enfrentar grandes empresas. O modo de produção e de consumo de boa parte da população ocidental é insustentável para a Terra, tendo em vista que a exploração leva à escassez de recursos ambientais. Ainda que a proteção da natureza seja uma responsabilidade compartilhada e coletiva, os países industrializados ou desenvolvidos têm mais responsabilidade neste cenário, pois causam mais impactos ao meio ambiente.

É preciso reforçar a ideia de que as mudanças ambientais e sociais estão acontecendo de maneira mais acelerada e que as instituições dependem de fontes de energia para a produção em larga escala, o que provoca mais danos ao ambiente. A questão ambiental, apesar de ser, em muitos casos, deixada para o segundo plano, é emergencial. No entanto, os esforços realizados pelas nações ainda não são suficientes para garantir que a natureza seja preservada, pois pouco se faz em busca de políticas públicas efetivas para conter o desmatamento, a poluição atmosférica, de rios e mares, e a redução das mudanças climáticas. Vamos aguardar os resultados desta nova conferência e os seus desdobramentos.

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Imagem:

COP 23 – Conferência sobre as mudanças climáticas.

(Fonte):

https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwio1Zmp1a_XAhVMipAKHbNRA4AQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Ffijivillage.com%2Fr%2FIndia-pledges-US1M-to-help-Fijis-Presidency-at-COP-23-Meeting-kr59s2%2F&psig=AOvVaw0M5APrKyrxG_w8xh5pnDtl&ust=1510254153606528

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

GIDDENS, Antony. A Política da Mudança Climática. Rio de Janeiro.

 

 

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