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As Acusações de Pedofilia Contra o Cardeal George Pell

A Polícia australiana denunciou, no dia 29 de junho, o cardeal George Pell, 76 anos, pelo crime de pedofilia. Pell, considerado o terceiro homem mais importante do Estado liderado pelo papa Francisco, é o prefeito da Secretaria para a Economia, tendo sido chamado para ocupar o cargo pelo vigário de Cristo, em 2014, para moralizar as finanças da Cidade-Estado. Ele é, até hoje, a mais importante autoridade da Igreja Católica envolvida no abuso sexual de menores.

Cardeal George Pell.

Numa conferência de imprensa levada a cabo em Melbourne, Shane Patton, vice-comissário da Polícia Estadual de Victoria, declarou: “O cardeal Pell enfrenta múltiplas acusações em relação a históricos [de] crimes sexuais. Há várias reclamações relacionadas a essas acusações”. Intimado a se apresentar no Tribunal de Primeira Instância de Melbourne, no dia 18 de julho, o purpurado negou veementemente as acusações. Afastado do cargo devido a um pedido de licença sem vencimento para se defender, George Pell afirmou que viajará à Austrália: “Eu não vejo a hora de finalmente ir a julgamento. Sou inocente dessas acusações, elas são falsas. A ideia de abuso sexual é abominável para mim”.

Apesar de a hierarquia católica, com o papa Francisco na liderança, considerar a conduta do cardeal acusado como sendo moralmente ilibada[1], o peso das acusações que recaem sobre o máximo responsável da Igreja australiana é enorme. Ele é  suspeito de ter abusado sexualmente de menores quando era padre em Ballarat (1976-80) e quando foi arcebispo de Melbourne (1996-2001), ambas as cidades no Estado de Victoria. Por outro lado, acusado de encobrir um sacerdote pedófilo, na década de 1980, o cardeal depôs ante a Comissão que investiga a resposta institucional ao abuso sexual nas organizações religiosas, tendo também negado ter subornado David Ridsdale, vítima de Gerald Ridsdale, seu tio padre pedófilo, considerando-se “horrorizado”.

O otimismo de George Pell na retomada de sua reputação é grande. Tal como ele afirmou na conferência de imprensa promovida em 29 de junho, no Vaticano, “as notícias destas acusações fortalecem minha determinação, e os processos judiciais agora me oferecem a oportunidade de limpar meu nome e depois voltar a Roma, para trabalhar”. Se tal não acontecer, isto é, se se negar o prestígio da palavra e sua solidez moral – “no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”[2] – então será fortemente melindrado um dos pilares que, historicamente, tem dado sentido ao catolicismo.

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Imagem:

Cardeal George Pell.

(Fonte):

https://timedotcom.files.wordpress.com/2017/06/gettyimages-803081336.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

Em comunicado, o Vaticano declarou: “O Santo Padre, que valoriza a honestidade do cardeal Pell durante seus três anos de trabalho na Santa Sé romana, reconhece sua colaboração e, de modo concreto, sua enérgica entrega a favor das reformas no setor administrativo e econômico”.

[2] Ver:

1Jo 1,2.

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  1. Quando o responsavel para cuidar de suas ovelhas foge a regra para uma aberracao e muito melhor que as ovelhas fiquem andando ao leu em seguranca moral !!!!!!!

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